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8 de set. de 2012

Fuck you, you fucking fuck!

Eu já ouvi alguém dizer algo do tipo "crescer dói", só não ouvi nada sobre, ou sequer imaginei, o tamamho dessa dor. É uma coisa que aperta. Sufoca. Te arrebenta.
Sabe o que dói mais? Deixar pra trás o que você é e todos os prazeres de ser. Esquecer-se a inocência da infância, soltar-se pouco a pouco do despertar da adolescência... Entrar na confusão da juventude.
A batalha entre a jovem e a adulta que está sendo travada em mim me deixa abalada. Revoltada.

Revoltada, sim. Por que agora eu cismei com a rebeldia. Fico me escondendo atrás dela. Só agora, com 18 anos batendo à porta, eu decido me rebelar para o mundo.
Rebeldia essa que apenas mascara a raiva que eu sinto porque não consigo aceitar que eu vivo no mundo que vivo, com pessoas nojentas até o osso e cheias de preconceito que só sabem cegar seus filhos para o que é real. Odeio isso. Odeio tudo!

Sei lá até quando eu vou ficar assim. Fazendo todas as coisas com um ar de rebeldia nos mínimos atos. Gesticulo, resmungo, murmuro, arquejo, reviro os olhos, desobedeço, erro de propósito, dou língua e mostro o dedo do meio quando ninguém está vendo. Atitudes totalmente infantis, admito...
Eu sei que não dá pra fugir de crescer. Não dá pra fugir de não ser você. Acontece com todo mundo e é uma droga. Crescer e ter que encarar o mundo e toda a sua podridão. Ainda bem que depois de tanta merda vem a morte: um ponto e vírgula, uma parada obrigatória, é como tirar férias! Logo estamos de volta em outro corpo, em outra batalha, em outra vida.

Permaneço revoltada, desorientada e desobediente até segunda ordem. Ordem minha, é claro, porque a deles eu me recuso a obedecer.


20 de ago. de 2012

É tudo culpa minha

"Já não te darei o que me pedes, te darei o que mereces. Me vou, sem dizer-te adeus..."
Eu queria poder dizer isso olhando pra você e esperar a sua reação. Você se desculparia, seu olhar vacilaria diante do meu ou você iria continuar indiferente? Eu nunca vou saber porque você nunca me deixa saber nada sobre você e o pouco que eu sei não é o suficiente, você sabe.

Só queria que você soubesse que eu estou a ponto de dizer adeus e que isso vai doer demais, mesmo sendo a melhor saída. Eu só queria saber se você se lembra ou ao menos valoriza o que nós tivemos e todos os nossos planos e sonhos com um futuro simples e realizável... Quando eu te disser o que eu tenho que dizer, você com certeza se lembrará das suas escolhas que destruíram tudo e também da minha falta de apoio.
Desde quando você ficou tão frio? De onde veio essa apatia? Eu nunca vou saber. Sendo assim, eu vou dizer adeus à você e aos planos e sonhos que te envolvem. Eu vou dar ao meu coração a chance de ser feliz sem você.

Pode ser que eu derrame mais algumas lágrimas por você e elas podem molhar o caminho, mas eu não vou deixá-las como rastro para que você me encontre e venha pedir perdão sem um pingo de sinceridade. Não quero mais as suas promessas vazias. Não espero que você mude, por isso mesmo eu tô caindo fora. Por isso eu tô seguindo em frente, te dizendo adeus, te dizendo coisas que doem em mim e em você.
Eu respeitei as suas decisões, mesmo não aceitando-as. Espero que você respeite a minha decisão, mesmo não aceitando-a.

E isso é tudo culpa minha que decidi gostar de você. Culpa minha que sou assim, chata, ciumenta, teimosa e desconfiada. Então, meu amor, se eu sujei, pode deixar que eu limpo.

27 de abr. de 2012

Na boa, eu odeio sentir saudades.


Odeio mesmo. O pior é que acontece todos os dias. Eu sinto falta de coisas que eu sei que não voltam mais e eu fico com raiva porque eu sei que não vou ter nada do que eu sinto falta de volta e não importa o que eu faça… vai ser sempre assim.
Nos corredores da minha escola eu vejo meus colegas com seus amigos, todos cheios de assuntos, compartilhando vários momentos e me pergunto se eles fazem ideia do tesouro que eles têm. E eu sei que eles só vão ter ideia desse tesouro quando o tempo vier separá-los.
Foi assim comigo. Tudo o que por um momento me pertenceu o tempo fez questão de levar. Agora, todos os dias eu acordo com saudades e é assim o dia inteiro. Fico sentindo falta de pessoas, lugares, momentos, sorrisos… À noite tudo piora porque eu percebo que o dia passou e a saudade continua lá. Percebo também que todos estão seguindo em frente e só eu fico pra trás porque eu não acho que eu sou capaz de me mover sozinha. Eu preciso dos meus amigos, meus amores, minha família do meu lado.
É quando um grito sobe à garganta e eu enterro o rosto no travesseiro e deixo as lágrimas rolarem que é pra ver se a saudade rola junto com elas e vai embora, mas a saudade nunca vai. Pelo contrário, ela insiste em voltar e volta cada vez mais forte.
Então, eu faço o que me resta fazer. Eu peço a Deus toda a proteção que Ele possa dar à cada um dos responsáveis por tanta saudade. Eu peço a Ele que os mantenha fortes. Eu imploro a Ele para trazê-los de volta. Eu agradeço a Ele por ter colocado-os no meu caminho. Por último, eu me lembro de que eu ainda não morri de saudade. Não dessa vez.

28 de mai. de 2011

Há desabafos em meu caderno... De novo! ¬¬' (Parte 2)


PÁG 2. A VIDA ME EMBRIAGA. - 18/5

Só não entendo porque eu não posso chegar tarde em casa. Quer dizer, porque eu não posso chegar aqui no horário que eu tava chegando? Por que eu não posso mais fazer o caminho que eu faço?
Dá licença, mas eu posso pelo menos viver a minha vida? Pior que não. Nem isso ela permite, porque, seugndo ela, enquanto eu estiver sob a responsabilidade dela é assim que as coisas vão ser.
Graças à Deus, daqui há alguns anos ninguém vai ser responsável por mim.

PAUSA. CHORO. PRANTO. MEDO. RAIVA. RAIVA. MEDO. CHORO.

Eu tô com ódio de uma só pessoa nessa história toda: eu mesma.
Eu sou uma idiota. Uma idiota e tanto!
Eu quero morrer agora, nesse instante.

OUTRA PAUSA. MAIS REFLETIÇÃO. MAIS MEDO. MAIS RAIVA. MAIS CHORO.

Agora, eles estão lá, se gabando de me proibírem de viver a minha vida. E a idiota aqui fica só escrevendo textos estúpidos e chorando nas folhas do caderno enquanto ela queria estar tirando todos os pensamentos da cabeça. Que droga.
Eu repito, milhões de vezes que "o medo é psicológico", será que o ódio também é?
Abaixe a cabeça, tape os ouvidos, se controle para não chorar e se chorar, não chore alto.
NADA FUNCIONA. NADA TE IMPEDE DE PENSAR. NADA ME IMPEDE DE PENSAR, PENSAR, PENSAR, PENSAR, PENSAR, PENSAR...

9 de mar. de 2011

Há desabafos em meu caderno (parte quatro e... final?)

SIXTEEN 



Cá estou eu. Aos 16 anos, tentando me recompor, andando em círculos, caminhando de volta ao ponto de partida.
16 anos. Sofro por motivos bobos que, na minha idade, são as piores coisas do mundo. Eu poderia estar planejando o meu futuro, pensando em garotos, em como eu odeio a minha escola, em como ninguém me dá atenção e blá, blá, blá... Eu não sou assim. Nem sei como sou.
Basta sorrir. Sorria e tudo o que você é de verdade permanecerá em segredo.
"É incrível o que você pode esconder através de um sorriso." - Demi Lovato.

Eu quero crescer ou voltar ao ponto de partida. Eu quero que alguma coisa aconteça. Eu não quero ficar no meio disso. Eu não quero ficar entre duas fases. Eu quero que isso acabe. Eu quero fazer isso parar.
Impossível fazer a Terra parar de girar. Eu e minha mania de desejar o impossível.
A vida pode até parar, mas iniciam-se outras, continuam outras e vivendo a gente vai. A vida é linda, mas a gente mal a vive. A vida é linda, nós vivemos até morrer...

Choveu forte lá fora. O sol pouco a pouco aparece entre as nuvens carregadas. Ele brilha cada vez mais forte a cada tempestade. É um sinal?

I'm dieging for just another
M O M E N T        

Há desabafos em meu caderno (parte três)


 7/3/11

- Você está bem?
- Estou. - Resposta automática. Porque eu não consigo admitir? Porque eu não admito a minha fragilidade e a minha ignorância? Porque eu não confesso de uma vez que não estou bem? É que nada, simplesmente nada, nenhuma palavra vai sair da minha boca. Estou incapaz de emitir qualquer som. Sou uma avalanche prestes a atingir o próximo que me perguntar o que eu tenho, como eu estou, se tá tudo bem.

Não quero cuspir tantas palavras pra uma pessoa. Essa pessoa, por mais compreensiva que ela seja, não vai entender. Ninguém nunca entende. Ninguém sabe ou sente. O que nós pensamos ou sentimos é diferente. Parecido, mas diferente.
Sendo assim, nem eu vou entender os outros e nem os outros vão me entender. Como alguém vai me entender quando nem eu mesma me entendo? É assim que tem que ser?
Eu odeio todo esse drama. Isso é patético.

Há desabafos em meu caderno (parte um)

6/3/11

Nesse exato momento (20h ou 21h) eu sinto falta de muitas pessoas. Sinto falta de um lugar. Só um lugar.
E também nesse momento eu tenho ódio de tudo o que está ao meu redor. Tenho ódio de mim agora, nem sei porquê.

Na verdade, há meses, quem sabe anos, eu estou me sentindo mal, com um maldito bolo na garganta, uma dor sem razão.
Não consigo chorar, não consigo me abrir, não consigo fazer nada. Absolutamente nada.
Continuo sentindo falta dela. De como só ela sabia como eu me sinto sem eu nem ter falado nada.
Será que ela sabe agora? Será que ela sempre soube?
Preciso de ajuda. Rápido. Não quero um abraço ou um ombro amigo, é sério, não vão adiantar, além de serem extremamente falsos. Eu quero ajuda.
Deus, eu preciso de ajuda.

SOLO (pra minha mãe)

"Got me planning to go solo."

Acredita que eu quase disse isso pra minha mãe? Cara, faltava pouco pra eu dizer. Coisa feia...
Agora eu, que parti sozinha, sinto falta dela. Todos os dias. Sempre. Fica pior às oito ou nove da noite, o horário em que ela chega do trabalho.

Eu queria ter dito tantas coisas pra ela.
Eu só sinto falta dela, é só isso.
Ela não morreu, não. Ela só está há cerca de 3.000km de distância, muitas cidades estão nos separando. Não são só cidades, há muita coisa em jogo.
Eu quis isso pra mim. Foi mal, mãe.

Eu quero a minha mãe. Eu quero e quero agora.
Que garotinha boba eu sou.
Você sabe, né, mãe? Sabe que eu sinto a sua falta. E você sente, mãe? Porque você não liga pra mim e diz o que sente? Porque eu não te ligo e digo o que sinto?

Eu te amo, mãe. É o que eu sinto.

Escrevi isso na aula de matemática, editei algumas coisas e postei aqui. Eu sei, eu sei, eu devia estar estudando na aula... Mas eu tinha que fazer alguma coisa pra toda a dor que eu estava sentindo parar. Não parou até agora.

Agora não tem beijo, amores.