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8 de set. de 2012

Fuck you, you fucking fuck!

Eu já ouvi alguém dizer algo do tipo "crescer dói", só não ouvi nada sobre, ou sequer imaginei, o tamamho dessa dor. É uma coisa que aperta. Sufoca. Te arrebenta.
Sabe o que dói mais? Deixar pra trás o que você é e todos os prazeres de ser. Esquecer-se a inocência da infância, soltar-se pouco a pouco do despertar da adolescência... Entrar na confusão da juventude.
A batalha entre a jovem e a adulta que está sendo travada em mim me deixa abalada. Revoltada.

Revoltada, sim. Por que agora eu cismei com a rebeldia. Fico me escondendo atrás dela. Só agora, com 18 anos batendo à porta, eu decido me rebelar para o mundo.
Rebeldia essa que apenas mascara a raiva que eu sinto porque não consigo aceitar que eu vivo no mundo que vivo, com pessoas nojentas até o osso e cheias de preconceito que só sabem cegar seus filhos para o que é real. Odeio isso. Odeio tudo!

Sei lá até quando eu vou ficar assim. Fazendo todas as coisas com um ar de rebeldia nos mínimos atos. Gesticulo, resmungo, murmuro, arquejo, reviro os olhos, desobedeço, erro de propósito, dou língua e mostro o dedo do meio quando ninguém está vendo. Atitudes totalmente infantis, admito...
Eu sei que não dá pra fugir de crescer. Não dá pra fugir de não ser você. Acontece com todo mundo e é uma droga. Crescer e ter que encarar o mundo e toda a sua podridão. Ainda bem que depois de tanta merda vem a morte: um ponto e vírgula, uma parada obrigatória, é como tirar férias! Logo estamos de volta em outro corpo, em outra batalha, em outra vida.

Permaneço revoltada, desorientada e desobediente até segunda ordem. Ordem minha, é claro, porque a deles eu me recuso a obedecer.


21 de nov. de 2011

Isso tudo é tão triste




Quem vai se mudar pra longe e quem já se mudou pra longe sabe do que eu vou falar agora e sente, sentiu ou sentirá a mesma agonia.

Domingo, 6. Posso dizer que fiz uma dissecação no meu armário. Achei milhares de desenhos meus, desenhos de amigos, desenhos da Bia), cartinhas, fotos, folhas com conversas super confidenciais mais conhecidos como "MSN folha" ou "MSN de papel", bilhetinhos da escola, trabalhos escolares, quadrinhos e tirinhas incompletos, cartas que eu escrevi e os destinatários nunca as lerão. Muitas coisas eu tive que jogar fora porque era muito papel. As únicas coisas que sobraram foram as fotos, as cartinhas e os desenhos dos amigos. O resto eu fiz questão de picotar, folha por folha, pra ninguém saber do que se trata.
Em cada folha que eu pegava tinha uma história diferente, momentos que ditaram a minha vida aqui em Marabá. Cada uma tinha algo sobre quando eu cheguei, sobre quando eu queria ir embora, rolos da escola, paixonites, desabafos depressivos, letras de músicas, confissões. Dava pra fazer um livro! Foi muito triste jogar os papéis fora. É difícil a lição do desapego. Por mim, eu faria mesmo um livro com toda a papelada. Mas tem coisas que é melhor deixar no passado, é melhor deixar pra trás, deixar pra lá.
No armário também tem cadernos do ano passado, com anotações, piadinhas, desenhos, matérias, exercícios, vistos... E livros cheios de coisinhas escritas nos cantos das páginas ou rabiscos nos rostos das imagens. Isso eu não joguei fora porque eu não tive coragem... Vai entender!

É ruim ter que empacotar as coisas porque isso vai selando o fim... Ainda há muito o que empacotar e ainda há malas a fazer. Isso tudo é tão triste... Cada caixa, cada coisa, cada papel, cada caderno, cada livro... Cada um tem um significado, uma história, um momento e é horrível a agonia que se sente ao perceber que acabou, que já passou, que não volta mais...
E quando for oficialmente o fim?

beijos tristonhos, amores ;*

28 de mai. de 2011

Há desabafos em meu caderno... De novo! ¬¬' (Parte 4)




RESSACA - 19/05/2011


"I don't know what to do with myself..."
Ressaca. Dor de cabeça. Nó na garganta.
Eu não vou chorar mais. Não vou chorar. Não vou. Não... Mais chorar não vou eu =(
Preciso pensar (ontem mesmo eu queria parar de pensar!) sobre o que eu devo fazer. Preciso pensar.
Enfiar a cabeça no travesseiro é a única coisa que me acalma. Foi preciso muita preparação espiritual pra me tirar da cama hoje.
Só vim pra escola hoje porque eu nao queria ficar em casa. Não estou em condições de fazer nada.

9 de mar. de 2011

Há desabafos em meu caderno (parte um)

6/3/11

Nesse exato momento (20h ou 21h) eu sinto falta de muitas pessoas. Sinto falta de um lugar. Só um lugar.
E também nesse momento eu tenho ódio de tudo o que está ao meu redor. Tenho ódio de mim agora, nem sei porquê.

Na verdade, há meses, quem sabe anos, eu estou me sentindo mal, com um maldito bolo na garganta, uma dor sem razão.
Não consigo chorar, não consigo me abrir, não consigo fazer nada. Absolutamente nada.
Continuo sentindo falta dela. De como só ela sabia como eu me sinto sem eu nem ter falado nada.
Será que ela sabe agora? Será que ela sempre soube?
Preciso de ajuda. Rápido. Não quero um abraço ou um ombro amigo, é sério, não vão adiantar, além de serem extremamente falsos. Eu quero ajuda.
Deus, eu preciso de ajuda.