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29 de nov. de 2012

Sumi mesmo, e daí?

Nem vou pedir desculpas porque não adianta, eu sempre sumo. É que a vida virou de tal maneira que eu me esqueci completamente de que tinha um blog. Anyway, como sabem, eu passei por uma barra aê. Deprê. Fui ao fundo do fundo do fundo do subsolo do poço! Não minto, eu queria morrer mesmo. Fiquei até pensando em escrever uma carta de despedida e publicá-la aqui. Mas a vida me deu motivos para continuar. Deprê agora é passado.

Quem acompanhou o meu diário pôde ver que eu realmente andei mal. Me questionando sobre a vida, sobre o céu, sobre a morte... Filosofei bastante, ainda filosofo  mas algumas respostas eu já encontrei. Estive fazendo um curso pelo SENAI que eu realmente odiei. Do primeiro segundo ao último, eu odiei aquele curso. Talvez seja porque eu estava num mal momento comigo mesma.

No dia 11 de Outubro, eu mudei o meu turno escolar. Passei para a manhã. Foi a melhor coisa que podia ter acontecido! Fiz amizades!!! Grandes amizades, dessas que vão deixar saudades quando eu for embora, mas não é hora de pensar nisso. Ir embora é futuro.
Por quê eu mudei meu turno? PARA TRA-BA-LHAR! Sim, estou trabalhando, finalmente, no Acessa Escola. Lá é ótimo, nada de trabalho pesado, tudo de boa. Foi muito árduo conseguir trabalhar lá, mas valeu a pena. É ótimo, maravilhoso e eu ainda recebo por isso, hahahah...

Infelizmente, meu avô faleceu no final de Outubro. Dias antes do aniversário dele. Foi difícil, chorei bastante, me entristeci, não gostei da despedida, mas foi o melhor para ele que sofria tanto no fim da vida. Foi bem bonito o velório, o enterro, foi tudo bem emocionante. Vou sentir saudades dele reclamando de tudo, falando palavrão, ouvindo modão, deixando a casa bagunçada, assistindo futebol e os DVDs do Mazzaropi. Que ele esteja em paz, junto ao meu pai, no céu ou onde quer que eles estejam. O legado dele segue aqui.

Os últimos meses teve confusão, desistência, briga, limites, felicidade, muita felicidade, felicidade plena, verdades, mentiras e muito pouco tempo para postar aqui, mas eu juro juradinho que estou de volta!

E OS BEIJOS VOLTARAM, AMORES ;*

9 de out. de 2012

Já chorei por coisas bobas.


Me lembrei de quando eu achava que era forte demais para chorar por coisas bobas. Tipo livros. Só três livros me fizeram chorar de verdade até hoje: "A Esperança", "Querido John" e "A Menina Que Roubava Livros".



Eu chorei lendo o final de "A Esperança" porque eu não queria me desapegar à Katniss e sua turminha, mas ela mesmo já estava aprendendo a se desapegar deles.
Que final lindo e trágico e cheio de emoções. Que livros! Que trilogia! Li umas três vezes para me certificar que era o fim, que tinha acabado. Não haveria mais garoto do pão ou garota em chamas... Doeu. Dói ainda.
Chorei por Finnick, Prim, Cinna, Effie, Rue, Cato, Marvel, Seneca, Buttercup e sua volta misteriosa, Haymitch sendo um mestre do começo ao fim. Por tudo. Por ter sido tão incrível. Chorei mesmo. Choro de fã. Foi um choro de despedida porque, pela primeira vez, a carrancuda aqui leu uma trilogia - e gostou!



O segundo livro, "Querido John", tem dois choros e todo um significado.
Renato me deu o livro quando nos despedimos no aeroporto. Dentro do livro havia a carta que ele me escreveu. Ele me pediu para ler dentro do avião e foi dentro de uma aeronave que eu paguei um mico enorme rindo e chorando ao mesmo tempo ao ler uma simples carta de cerca de cinco páginas. Depois, quando eu criei coragem para ler o livro - não queria ler porque não queria trazer de volta o dia no aeroporto e como a nossa despedida foi rápida e como Marabá já era passado -, assimilei tantas coisas à minha vida. John era militar e, ao que parece, todos os meus amigos serão militares. Ou seja, tanto no livro quanto na vida real o militarismo só traz uma coisa: despedidas seguidas de mais despedidas. Saudades. E só.
Como não chorar com John Tyree vendo Savannah, o amor da vida dele, seguir em frente com outro cara que ele ajudou a sobreviver. Ele a amou o suficiente para deixá-la ir. Eu ainda não sei como ele conseguiu porque eu nunca vou amar o suficiente para deixar que os meus me deixem... John foi tão humano que me levou às lágrimas dentro de um ônibus voltando para casa.



Mas o terceiro livro, que na verdade foi o primeiro pelo qual eu chorei, foi tão inusitado. "A Menina Que Roubava Livros", um livro que eu encontrei no KUMON, ainda em Marabá e levei cerca de dois meses para ler. É um livro fácil e ainda assim complicado. Demorei a ser pega pelo enredo e só fui ser pega no final. Eu estava lendo a despedida de Liesel Meminger à sua "mãe" Rosa e, quando fui ver, as lágrimas já estavam lá. Eu nunca tinha chorado por coisas bobas. Chorando por um livro. Não, não, chorando por Rosa Hubermann. Por ela ter cuidado de Liesel e ter protegido-a e amado-a nas entrelinhas. Mostrando como é que as pessoas marcadas pela crueldade da vida conseguem amar. Mais humana que um milhão de John Tyrees. Chorei mais por Rosa do que por Hans, que foi o pai mais amoroso da história de todos os livros. Mas as lágrimas me controlaram quando Liesel deu o seu primeiro, único e último beijo em um Rudy Steiner morto e ainda assim tão perfeito. Rudy, Rudy, Rudy... Ele consegue ser mais perfeito que Peeta Mellark, mais humano e puro que John Tyree e Rosa Hubermann juntos e muito, muito mais amoroso que Hans Hubermann. Ele é Rudy. Um garoto fictício que me provou que eu choro, sim, por coisas bobas. Tipo livros.

12 de dez. de 2011

Demorei a postar, né?


9 de Dezembro. Que dia corrido esse meu último dia em Marabá!
Eu não sei, mas eu tenho a sensação de que não foi o meu último dia... Todo mundo ao meu redor dizendo que era a última vez que eu via isso ou fazia aquilo e eu negando ser a última vez. Doce ilusão! Não vou mais ver meus amigos, não vou morar na casa da vila, não vou caminhar pela vila, não vou estudar na mesma escola e não vou mais estar na cidade. Eu ainda não acredito nisso tudo... Que efeito será esse?

Buscaram meu resultado na escola. Passei de ano! E passei DI-RE-TO!
Lá na escola eu tive a chance de ver alguns amigos pela "última vez". E não teve choradeira como no dia 6, na terça-feira, no último dia de aula pra quem não ficou de recuperação. É sério, eu juro que quase desidratei de tanto chorar. Foi um dia tão triste que NÃO teve post aqui no Tonight porque eu não estava em condições de fazer nada além de chorar.
Meus últimos dias não tiveram cara de despedida. Não foram dignos de últimos dias e eu gostei porque eu queria que meus últimos dias fossem iguais a todos os outros. Acho que isso é que causou a tal sensação de que eu voltaria pra Marabá em breve. Tinha que ter cara de despedida pra eu entender que era o fim, mas eu não quis que tivesse cara de despedida... A culpa de eu me sentir assim é minha!

O dia nove foi corrido também porque foi esse dia que eu escolhi para viajar. O destino? Belo Horizonte, é claro. Passar o aniversário/Natal/Ano Novo com os mineiros. Difícil deixar os marabaenses sozinhos neste fim de 2011... Mas é isso e ponto final.
No aeroporto foi pura tristeza... ruim demais me despedir do Gui, da Giovanna, da tia Sandra e do Edinho. Não chorei na frente deles... Eu só chorei na sala de embarque!
A ida para BH foi quase tranquila. A neura me acompanhava. Neura de quem viaja sozinho pela primeira vez: não perde o cartão de embarque, não perde os documentos, não perde o horário, não perde tempo, não perde a bagagem de mão!!!
Me senti o máximo por estar viajando sozinha e ter toda a situação em minhas mãos. Ok. Eu me senti assim até entrar no avião... foi TÃO estranho não ter ninguém da família por perto e foi horrível fazer piada com o inglês das aeromoças - minha tia sabe do que eu estou falando - sem alguém da família pra rir comigo.
Não gostei muito do pessoal da Gol me tratando feito criança, me dizendo tudo o que eu já sabia e me enfiando no meio de um monte de pirralhos. Eu sei que é o trabalho deles e que minha tia solicitou acompanhamento... Mas foi tanta chatice!

O trajeto foi Marabá - Belém - Brasília - Confins. Os voos começaram à noite e terminaram de manhã quando eu cheguei em BH, no dia 10.
Renato me fez companhia. Eu escolhi o dia 9 porque ele também tinha escolhido. Foi tudo combinado ;) o destino dele era o Rio e o meu Minas. Nosso trajeto era o mesmo até Brasília. Atravessamos a madrugada dentro do avião e, pela manhã, chegamos em Brasília e foi tudo muito rápido... ele me deu um abraço apertado e saiu apressado porque tinha que ir logo pra sala de embarque. Não deu tempo de chorar e fazer cena no aeroporto como a gente achou que ia ser. Ele me entregou o livro "Querido John" e dentro do livro estava a carta que ele me escreveu. Li a carta dentro do avião e todas as minhas lágrimas que tinham ido embora no dia 6 voltaram e eu as chorei de novo e novamente. Eu chorei de saudade porque a carta em si relembra momentos divertidos. Tinha um cara do meu lado que estava lendo jornal e com certeza acha que eu sou louca porque eu ria e chorava ao mesmo tempo.
Confins contribuiu para o clima de tristeza porque não há nada mais triste do que olhar as gotas de chuva molharem a janela. Desci do avião, peguei minhas malas, saí pra fora e lá estava a minha tia Rox me esperando... E minha vó também!

Depois disso, em BH, eu vi o restante da família, comi e dormi pra caramba e depois eu lembrei que tinha que postar aqui. Acho que contei tudo pra vocês.
O resto deixa pra lá, pra Janeiro... que é quando eu vou pra Sorocaba começar tudo novo de novo! Seja o que Deus quiser.

beijos de quem esqueceu de postar com mais frequência ;*

21 de nov. de 2011

Isso tudo é tão triste




Quem vai se mudar pra longe e quem já se mudou pra longe sabe do que eu vou falar agora e sente, sentiu ou sentirá a mesma agonia.

Domingo, 6. Posso dizer que fiz uma dissecação no meu armário. Achei milhares de desenhos meus, desenhos de amigos, desenhos da Bia), cartinhas, fotos, folhas com conversas super confidenciais mais conhecidos como "MSN folha" ou "MSN de papel", bilhetinhos da escola, trabalhos escolares, quadrinhos e tirinhas incompletos, cartas que eu escrevi e os destinatários nunca as lerão. Muitas coisas eu tive que jogar fora porque era muito papel. As únicas coisas que sobraram foram as fotos, as cartinhas e os desenhos dos amigos. O resto eu fiz questão de picotar, folha por folha, pra ninguém saber do que se trata.
Em cada folha que eu pegava tinha uma história diferente, momentos que ditaram a minha vida aqui em Marabá. Cada uma tinha algo sobre quando eu cheguei, sobre quando eu queria ir embora, rolos da escola, paixonites, desabafos depressivos, letras de músicas, confissões. Dava pra fazer um livro! Foi muito triste jogar os papéis fora. É difícil a lição do desapego. Por mim, eu faria mesmo um livro com toda a papelada. Mas tem coisas que é melhor deixar no passado, é melhor deixar pra trás, deixar pra lá.
No armário também tem cadernos do ano passado, com anotações, piadinhas, desenhos, matérias, exercícios, vistos... E livros cheios de coisinhas escritas nos cantos das páginas ou rabiscos nos rostos das imagens. Isso eu não joguei fora porque eu não tive coragem... Vai entender!

É ruim ter que empacotar as coisas porque isso vai selando o fim... Ainda há muito o que empacotar e ainda há malas a fazer. Isso tudo é tão triste... Cada caixa, cada coisa, cada papel, cada caderno, cada livro... Cada um tem um significado, uma história, um momento e é horrível a agonia que se sente ao perceber que acabou, que já passou, que não volta mais...
E quando for oficialmente o fim?

beijos tristonhos, amores ;*

6 de out. de 2011

Eu não sei o que fazer :/

Agora é oficial: no fim do ano, eu estou indo embora de Marabá. Eu não estou totalmente triste porque da cidade em si eu não vou sentir falta. Mas as pessoas... Não vai ser a mesma coisa e a coisa nova vai ser triste, muito triste no começo.
Eu só não sei o que fazer. Eu tô em estado de choque. Eu vou embora mesmo? É brincadeira, né? Tem que ser brincadeira...
Vai começar tudo de novo. Eu vou me sentir deslocada de novo, eu vou me adaptar a um novo lugar de novo e tudo isso morrendo de saudades de todo mundo aqui.
Nem acabou ainda e eu já estou com saudades. Que horrível :(

sem beijo nesse post, amores :/