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21 de nov. de 2011

Isso tudo é tão triste




Quem vai se mudar pra longe e quem já se mudou pra longe sabe do que eu vou falar agora e sente, sentiu ou sentirá a mesma agonia.

Domingo, 6. Posso dizer que fiz uma dissecação no meu armário. Achei milhares de desenhos meus, desenhos de amigos, desenhos da Bia), cartinhas, fotos, folhas com conversas super confidenciais mais conhecidos como "MSN folha" ou "MSN de papel", bilhetinhos da escola, trabalhos escolares, quadrinhos e tirinhas incompletos, cartas que eu escrevi e os destinatários nunca as lerão. Muitas coisas eu tive que jogar fora porque era muito papel. As únicas coisas que sobraram foram as fotos, as cartinhas e os desenhos dos amigos. O resto eu fiz questão de picotar, folha por folha, pra ninguém saber do que se trata.
Em cada folha que eu pegava tinha uma história diferente, momentos que ditaram a minha vida aqui em Marabá. Cada uma tinha algo sobre quando eu cheguei, sobre quando eu queria ir embora, rolos da escola, paixonites, desabafos depressivos, letras de músicas, confissões. Dava pra fazer um livro! Foi muito triste jogar os papéis fora. É difícil a lição do desapego. Por mim, eu faria mesmo um livro com toda a papelada. Mas tem coisas que é melhor deixar no passado, é melhor deixar pra trás, deixar pra lá.
No armário também tem cadernos do ano passado, com anotações, piadinhas, desenhos, matérias, exercícios, vistos... E livros cheios de coisinhas escritas nos cantos das páginas ou rabiscos nos rostos das imagens. Isso eu não joguei fora porque eu não tive coragem... Vai entender!

É ruim ter que empacotar as coisas porque isso vai selando o fim... Ainda há muito o que empacotar e ainda há malas a fazer. Isso tudo é tão triste... Cada caixa, cada coisa, cada papel, cada caderno, cada livro... Cada um tem um significado, uma história, um momento e é horrível a agonia que se sente ao perceber que acabou, que já passou, que não volta mais...
E quando for oficialmente o fim?

beijos tristonhos, amores ;*

24 de jun. de 2011

Brincando no Google Maps, brincando com minhas memórias...




Eu adoro perder tempo com os produtos do Google... Meus favoritos são o Maps e o Tradutor (que foi o meu verdadeiro professor de inglês, aprendi a falar e escrever só usando o tradutor, na época que a tradução prestava).
Anyway, um dia desses aí eu resolvi achar alguns lugares de Belô e achei o meu cafofo! Quer dizer, a entrada do meu beco, onde fica o meu cafofo ;)
Segura o print:

Beco, Sweet Beco...

E achei a minha primeira escolinha, Creche Nosso Abrigo (back to '99):
Nem lembro as pirralhadas que eu fazia ai :P

E uma das Lan Houses onde eu matava aula, matava o tempo, fugia de casa, dos problemas, da mãe, da irmã, do mundo... (bons tempos, lol):
GTA, GTA, GTAAAAAAAA O___O'

Aí eu empolguei e achei o antigo endereço da minha avó (e descobri que a casa fica tipo numa encruzilhada do capeta cabulosa):
Sei não, mas o carrinho aí embaixo parece o da minha tia.

E a escolinha onde minha prima Julia estudava (também a primeira escolinha do Gui):


Ainda na vibe da empolgação master, achei o outro endereço antigo da minha avó (porra velho, quase chorei quando vi a foto da casa... vieram todas as memórias da minha infância, da chegada da Julia, da Mel, das treta com a minha irmã, das brincadeiras no jardim, das minhas primeiras anotações e desenhos toscos na primeira minha agenda, pqp mano, chorei agora D'=):


Aí eu pareí, porque se não eu ia chorar de verdade. Saudade daquele tempo... Saudade da minha família. Saudade: a maior prova de que o passado valeu a pena.

Beijos melancólicos, amores ;*