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27 de abr. de 2012

Na boa, eu odeio sentir saudades.


Odeio mesmo. O pior é que acontece todos os dias. Eu sinto falta de coisas que eu sei que não voltam mais e eu fico com raiva porque eu sei que não vou ter nada do que eu sinto falta de volta e não importa o que eu faça… vai ser sempre assim.
Nos corredores da minha escola eu vejo meus colegas com seus amigos, todos cheios de assuntos, compartilhando vários momentos e me pergunto se eles fazem ideia do tesouro que eles têm. E eu sei que eles só vão ter ideia desse tesouro quando o tempo vier separá-los.
Foi assim comigo. Tudo o que por um momento me pertenceu o tempo fez questão de levar. Agora, todos os dias eu acordo com saudades e é assim o dia inteiro. Fico sentindo falta de pessoas, lugares, momentos, sorrisos… À noite tudo piora porque eu percebo que o dia passou e a saudade continua lá. Percebo também que todos estão seguindo em frente e só eu fico pra trás porque eu não acho que eu sou capaz de me mover sozinha. Eu preciso dos meus amigos, meus amores, minha família do meu lado.
É quando um grito sobe à garganta e eu enterro o rosto no travesseiro e deixo as lágrimas rolarem que é pra ver se a saudade rola junto com elas e vai embora, mas a saudade nunca vai. Pelo contrário, ela insiste em voltar e volta cada vez mais forte.
Então, eu faço o que me resta fazer. Eu peço a Deus toda a proteção que Ele possa dar à cada um dos responsáveis por tanta saudade. Eu peço a Ele que os mantenha fortes. Eu imploro a Ele para trazê-los de volta. Eu agradeço a Ele por ter colocado-os no meu caminho. Por último, eu me lembro de que eu ainda não morri de saudade. Não dessa vez.

18 de abr. de 2012

Testando...

Baixei o app do Blogger no meu smart. Vamos ver se funciona direitinho. Se alguém conseguir ler esse post já é meio caminho andado e se funcionar eu vou poder postar por aqui também ;)

16 de abr. de 2012

Últimas lembranças...

O Renato entrou na minha antiga casa na madrugada do dia 9 de Dezembro de 2011, meu último dia em Marabá... era o último dia dele lá também, mas eu não tenho tanta certeza de que ele sabia disso. Nós enfrentamos alguns obstáculos (ele enfrentou mais) em prol daquela última madrugada. Ele saiu de casa no maior silêncio para não ser descoberto saindo de casa, ele abriu e fechou com cuidado as portas de tela da sua própria casa e da minha também, onde eu, em minha única tarefa, fiquei acordada esperando o Renato me chamar.

Eu não acho que tenha demorado muito tempo até eu ouvi-lo chamar meu nome, o que me assustou um pouco, confesso. Abri a janela e não me lembro bem se ele pulou para o quarto ou se pulei eu para a varanda. Eu só sei que num minuto nós estávamos lá, andando pela vila pela última vez. Traçando nosso caminho por entre as ruas e casas pela última vez. Dizendo adeus a tudo aquilo que fazia parte da nossa realidade. O Renato só chorava, pelo que eu me lembro. Eu só me segurava para não chorar. Para não pensar no fim que estava se opondo a mim. O fim, que acabou nos forçando a dar nossas últimas voltas na vila. Eu só pensava em como era surreal que tudo estivesse acabando e em como a lua estava absurdamente linda numa madrugada tão triste.

Deixei o Renato em casa pela última vez. Voltei o caminho todo sozinha e o que aconteceu foi no mínimo estranho: em todos os lugares para onde eu apontei a minha direção eu me vi em diversos momentos e situações.
Na rua da escola, no caminho até a pracinha, seguindo para o clube... Caminhando por ali eu pude ver nitidamente a mim mesma. Acompanhada por amigos, de mochila nas costas, andando sozinha... Na rotatória da vila foi muito mais real. Como se eu tivesse sido dividida em duas! Eu juro, eu me vi me despedindo do Ju ali na rotatória como eu sempre fazia. Eu vi ele pular nas minhas costas como ele sempre fazia ao se despedir. Eu vi nós dois dançando feito dois malucos sem nada a perder. Eu me vi seguir meu caminho descendo a rua, com o Renato ao meu lado ouvindo música. Eu, acompanhada dele e do Edinho, indo pra feirinha ou saindo para fora da vila rumo ao postinho.
E aí eu acordei pra vida e estava na entrada de casa. Encarando aquelas paredes, janelas e portas. Tentando memorizar cada detalhe dela e de tudo ao redor para não me esquecer de nenhum detalhe daquele lugar.

Já no meu antigo quarto, jogada no colchão, eu baixei a guarda, tirei minha armadura "sou durona demais para chorar" e deixei as lágrimas me vencerem. Eu chorei por tudo o que eu não tinha chorado. Por cada dia que eu vivi naquele quarto, por cada volta que eu dei na vila, por todos os detalhes da casa que eu fiz questão de memorizar. Eu chorei de raiva porque eu não podia fazer nada para evitar que as pessoas que eu mais me importava fossem embora. Chorei de saudade, chorei pela dor que apertava o meu peito, chorei de alegria porque tudo o que eu tinha vivido foi simplesmente lindo.
Agora, escrevendo tudo isso fico com vontade de chorar, mas é em vão porque lágrimas não mudam nada e nenhuma armadura conseguiria se sustentar me fazendo de durona Aquela armadura eu não visto mais. Uma vez que eu deixei as lágrimas vencerem é mais do que justo deixá-las rolarem a qualquer hora. E elas vão rolar toda vez que eu me lembrar da última vez que eu andei na vila com o Renato.

8 de abr. de 2012

Terminei de ler a trilogia...

Breves considerações sobre os livros que eu escrevi no bloco de notas do meu smartphone (escrevi cada um deles assim que eu terminei de ler os livros):

LIVRO UM:
27/03
OMG. Eu acabei de ler o primeiro livro da saga Jogos Vorazes. E a primeira coisa que eu disse foi "Caralho! Caralho, Katniss!", porque, meu Deus, o que ela passou nos Jogos... Como a vida dela vai mudar daqui pra frente. E o que será que vai acontecer agora, o que vai dar continuidade à história? Eu sei que ela descobriu que é verdade que o Peeta ama ela, mas quanto tempo vai demorar pra ela descobrir que ama ele? Porque ela ama ele!

LIVRO DOIS:
04/04
Acabei de ler "Em Chamas". A revolução tomando forma por causa da Katniss, que nem tem tempo de pensar isso por causa do Quell... Ah, o Quell, e tudo mais o que acontece nele... e a verdadeira rebelião começa e o Capitol está pronto para ruir. Ainda houve a confusão de sentimentos da Katniss pelo Peeta, pelo Gale... Ela ainda não sabe quem ela ama ou como ela ama.
Não posso esquecer de mencionar a magnífica aparição de Finnick Odair, o lindo.

LIVRO TRÊS:
08/04
Pronto. Terminei de ler "A Esperança" e não há lágrimas o suficiente para chorar assim como não há palavras o suficiente para descrever o que eu estou sentindo agora. É um misto de vazio e alívio. Está tudo bem com a Katniss e as pessoas que ela ama - as que restaram. Mas não vai ter mais Katniss, Peeta, Gale, Prim, Cinna, Haymitch, Finnick e nem toda a história...
Li o epílogo três vezes até eu entender que estava tudo acabado. Meu cérebro demorou a processar a palavra "FIM" :(
Eu só sei que eu amei essa trilogia mesmo odiando ter chegado ao fim dela.

RECOMENDO ESSA TRILOGIA MARAVILHOSA A TODOS!

5 de abr. de 2012

Eu nunca quis tanto ter um telefone fixo na minha vida...

Vários acontecimentos - babados fortíssimos, boys magia, tendas do amor e muito mais - têm bombardeado a minha vida através da Biah. Nós finalmente estamos tendo tempo para fofocar comentar sobre a vida pelo MSN e pelo chat podre do Facebook, então os babados estão todos em dia *o*
Mas, desde Marabá, eu e a Biah culminamos um gosto particular por fofocas comentários sobre a vida pelo telefone. Hoje, apesar de a internet estar dando essa ajuda master pra gente, não é a mesma coisa do telefone. Tipo, é mais "real" por telefone... é melhor porque, quando eu falo com ela no MSN, é comum eu ter crises de riso e ninguém entende porque eu fico rindo sozinha pro PC. No telefone, eu vou poder rir e vão entender que eu estou falando de verdade com alguém.
E o celular? Pois é, eu tenho um. O Finnick, coisa mais linda da mamãe. Só que a Biah, essa pré-histórica, não tem um celular! E é por isso que eu estou aqui, pessoas, avisando que eu vou precisar da ajuda de vocês porque, se não colocarem telefone fixo aqui em casa, eu vou pedir esmola na rua ou fazer vaquinha pela internet até juntar dinheiro o suficiente pra comprar um telefone, ou milhares de cartões telefônicos, ou um celular e um chip pra Biah.

Era só isso. Aguardem a minha vaquinha.

4 de abr. de 2012

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Se eu pudesse congelar o tempo, eu estaria sempre apaixonada por você.

"Demore o tempo que quiser
Deixa esse segundo congelar
Eu não me importo de encarar
Todos esses olhares só pra te olhar"



Tais palavras foram escritas no canto
de uma folha do meu caderno,
na matéria de Geografia.
Definitivamente escritas para alguém.
Mas quem?

Eu quero!



Isso é o box nacional da trilogia Jogos Vorazes. A editora Rocco fez duas edições dele. A edição limitada vem com um broche de Tordo que é uma répica do broche da Katniss. A outra edição vem um bottom de Tordo.


Eu quero a edição limitada! Com a réplica do broche, que é essa coisa linda que você pode ver abaixo:

Mas, como eu sou uma pessoa sem sorte... não vou conseguir a edição limitada :/
Então eu vou ter que comprar a outra edição e depois comprar o broche separado. Isso se eu conseguir um emprego ou chorar na cabeça dos meus familiares.
Ah, eu também já vou avisando que quero o DVD do filme quando este for lançado. É, isso sou eu, meus sonhos de consumo e o dinheiro da família indo pelo ralo :-)