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28 de nov. de 2011

Certas coisas...


Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz,
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

Lulu Santos e Nelson Motta, Certas Coisas.

É linda essa música, tô simplesmente apaixonada por ela. Que letra magnífica, maravilhosa, incrível *-*
Podem achar que eu vou postar ela aqui... Eu não vou! Eu sempre sou boazinha e posto a música da vez por aqui, mas hoje eu tô maléfica e decidi que vocês, leitores, devem ir em busca dessa explosão musical. Procurem a versão original, versões alternativas ou covers. Encontre a sua versão preferida (não vou contar qual é a minha porque é só minha) e... enjoy!
Só um aviso: é música boa demais para ouvidos despreparados.

beijos cantantes, amores ;*

21 de nov. de 2011

Isso tudo é tão triste (parte 2) - Cartas...


Entre os papéis que eu encontrei no armário, o mais curioso foram as cartas. Eu e minha mania de escrever cartas que eu não tenho coragem de endereçar... Cartas dizendo o quanto eu sinto saudades e o quanto eu quero que todos fiquem bem. Cartas de quando eu pensei em desistir e jogar tudo pro alto de novo. Cartas de quando os tempos eram difíceis e me deixaram totalmente confusa. Cartas para algum menino que eu gostasse... Sério, tinha uma que eu escrevi pra um cara lindo que tava numa loja de videogames e outra pra um garoto que sempre estava na parada do ônibus que eu pegava de volta pra casa.
Seis cartas, em especial, foram escritas com todo o meu "amor" para a minha primeira paixão em solo marabaense. Eu acho isso super importante porque eu sinceramente achei que nada ia acontecer por aqui... e isso foi a maior prova de que tudo pode acontecer.
Tamanha a importância das cartinhas, decidi fragmentar pedaços delas e colocá-las numa página em especial pra eu nunca esquecer o que se passou comigo. Clique aqui para ler.

Pode rir, vai. Eu estava doente de amor!

Isso tudo é tão triste




Quem vai se mudar pra longe e quem já se mudou pra longe sabe do que eu vou falar agora e sente, sentiu ou sentirá a mesma agonia.

Domingo, 6. Posso dizer que fiz uma dissecação no meu armário. Achei milhares de desenhos meus, desenhos de amigos, desenhos da Bia), cartinhas, fotos, folhas com conversas super confidenciais mais conhecidos como "MSN folha" ou "MSN de papel", bilhetinhos da escola, trabalhos escolares, quadrinhos e tirinhas incompletos, cartas que eu escrevi e os destinatários nunca as lerão. Muitas coisas eu tive que jogar fora porque era muito papel. As únicas coisas que sobraram foram as fotos, as cartinhas e os desenhos dos amigos. O resto eu fiz questão de picotar, folha por folha, pra ninguém saber do que se trata.
Em cada folha que eu pegava tinha uma história diferente, momentos que ditaram a minha vida aqui em Marabá. Cada uma tinha algo sobre quando eu cheguei, sobre quando eu queria ir embora, rolos da escola, paixonites, desabafos depressivos, letras de músicas, confissões. Dava pra fazer um livro! Foi muito triste jogar os papéis fora. É difícil a lição do desapego. Por mim, eu faria mesmo um livro com toda a papelada. Mas tem coisas que é melhor deixar no passado, é melhor deixar pra trás, deixar pra lá.
No armário também tem cadernos do ano passado, com anotações, piadinhas, desenhos, matérias, exercícios, vistos... E livros cheios de coisinhas escritas nos cantos das páginas ou rabiscos nos rostos das imagens. Isso eu não joguei fora porque eu não tive coragem... Vai entender!

É ruim ter que empacotar as coisas porque isso vai selando o fim... Ainda há muito o que empacotar e ainda há malas a fazer. Isso tudo é tão triste... Cada caixa, cada coisa, cada papel, cada caderno, cada livro... Cada um tem um significado, uma história, um momento e é horrível a agonia que se sente ao perceber que acabou, que já passou, que não volta mais...
E quando for oficialmente o fim?

beijos tristonhos, amores ;*